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Pesquisas ao Redor do Mundo

12 maio 0 Artigos

A seguir, compilamos, de forma breve, algumas pesquisas sobre os benefícios sócio emocionais atribuídos ao tipo de organização escolar single-sex.

• A pesquisadora norte-americana Laura Hart (2015) descobriu que as salas só de meninas podem fornecer benefícios não-acadêmicos que ajudam as mesmas durante os anos críticos do Fundamental II, quando estão lidando com as interações sociais relacionadas à adolescência. O estudo de três anos de Hart concluiu que “a satisfação dos alunos com a escola era significativamente maior para as participantes do grupo single-sex” (p. 42). Overall (pp. 42-43):

• 77,3% indicaram que estar nas aulas com colegas do mesmo sexo, as tinham ajudado a “aprender melhor”.

• 70,6% afirmaram que o comportamento nas salas só com meninas era melhor do que nas salas de coeducação.

• 86,6% concordaram ou concordaram fortemente com a afirmação: “Gostei de estar numa sala single-sex este ano”.

• 73,3% concordaram ou concordaram fortemente que recomendariam salas single-sex para as novas alunas.

Hart concluiu que “um ambiente de sala single-sex, onde as meninas estejam confortáveis e satisfeitas com sua experiência de aprendizagem pode, em última análise, revelar-se mais benéfico do que qualquer estratégia instrucional” (p.44).

• Um estudo, realizado em 2016 por Victoria Cribbe Anne Haase da Universidade de Bristol (Reino Unido), descobriu que as meninas em escolas mistas têm menor autoestima e sentem mais pressão para serem magras do que as meninas que estudam em salas single-sex. Verificou-se também que as escolas só de meninas promovem” uma melhor autoestima, bem-estar psicológico e social nas adolescentes” (p.112).

• Um relatório do Instituto de Física da Grã-Bretanha de 2015 indicou que as escolas coeducativas precisam fazer mais para lidar com brigas e atitudes sexistas que, por sua vez, desestimulam as meninas a prosseguirem em carreiras científicas. Por outro lado, o relatório “Opening Doors” concluiu que, ainda que, todas as escolas tenham políticas contra a linguagem racista, sexista e homofóbica, a linguagem sexista é muitas vezes descartada como “brincadeira inofensiva”, embora “muitos dos estudantes, particularmente as meninas, consideram que se aproxima do bullying”. Algumas das outras conclusões foram:

•  “Algumas escolas, conscientes do mau comportamento dos meninos, tinham políticas de assento alternado entre rapazes e garotas, efetivamente usando as meninas como barreiras para manter os meninos separados. Em geral, as meninas notaram e ressentiram-se dessa política. ”

• Embora as moças tivessem acesso a toda a gama de atividades desportivas em algumas escolas, em outras “as moças se ressentiam de serem impedidas de praticar determinados esportes, considerados inadequados para elas”.

• Uma meta-análise recente de 22 estudos evidenciou que os maiores aumentos na participação esportiva ocorreram em estudos em que as intervenções foram baseadas em atividades para um único sexo. Em particular, as intervenções dirigidas às moças, em vez de moças e rapazes, tinham um “efeito mais elevado”.

Os autores do estudo observaram que esse efeito não estava apenas presente em moças adolescentes, que podem estar enfrentando preocupações com a imagem corporal, mas também em meninas mais jovens. Eles concluíram que “a educação física e outras atividades físicas estruturadas poderiam requerer um uso maior do contexto single-sex” (Biddle, Braithwaite & amp; Pearson, 2014, p.129).

•  Jared Rawlings (2015, pp. 60, 120) escreve que vários estudos têm demonstrado que adolescentes tocando instrumentos musicais em escolas coeducacionais podem ser vítimas de agressão verbal, comportamentos de intimidação e assédio quando há um “desajuste estereotípico entre sexo e instrumento musical escolhido”.

• Sommer Buttu descobriu que, embora as meninas que frequentassem uma escola de meninas em Ontario estivessem cientes da existência de “estereótipos de gênero culturalmente construídos e associados a escolha de instrumentos musicais”, elas “não relataram sentimentos de vitimização crônica” (Rawlings, 2015, p.37).

• Buttu identificou que as meninas em um ambiente single- sex não sentiam o impacto dos estereótipos de gênero associados a certos instrumentos, mas tendiam a relatar que “meninas podem fazer qualquer coisa, especialmente em um ambiente seguro e solidário” (Ontario Education Research Exchange , n. d., pp. 1-2).

fonte https://www.agsa.org.au/why-a- girls-school- the-research/social- emotional-and- health-benefits/