10 erros que os pais e as mães cometem na educação dos filhos

Será que você já cometeu algum destes? Como evitá-los?

 

Você, que é pai ou mãe, já teve aquela terrível sensação de que está falhando na educação dos filhos? Ou – pior – acha que faz tudo certo e que o problema está nas crianças?

Bem, não existem pais nem filhos perfeitos. O erro faz parte do processo da educação e da aprendizagem. Porém, como pais, devemos sempre nos esforçar para errar o menos possível. Sim, porque os impactos desses erros podem aparecer em várias fases da vida do indivíduo, causando traumas, angústias e até desvios de comportamento.

No livro “Amigos da Família“, Dom Orlando Brandes expõe os 10 erros mais comuns dos pais e das mães no processo de educação dos filhos:

Erros na educação dos filhos

1. Autoritarismo. Para Dom Orlando Brandes, o autoritarismo é “caracterizado pela rigidez, domínio, poder e inflexibilidade”. Esse comportamento dos pais acaba gerando nos filhos os sentimentos de insegurança e dependência;

2. Permissivismo. Trata-se de uma característica dos pais que são super protetores, que não corrigem os filhos e fazem tudo o que eles querem. As consequências deste erro são filhos dependentes, mimados, imaturos e indisciplinados;

3. Imaturidade. Muitos pais são incapazes de tomar iniciativas no que se refere aos problemas comuns do processo de educação dos filhos. Preferem ser colegas dos filhos, ao invés de, verdadeiramente, pais;

4. Obsessão. Comportamento dos pais que têm preocupação excessiva sobre todos os aspectos da educação dos filhos: alimentação, saúde, higiene e até moral. Com isso, esses pais mantêm normas rígidas e podem influenciar negativamente os filhos em relação ao namoro, sexo e liberdade;

5. Negligência. Acontece quando os filhos não são prioridades para o pai e a mãe. Com a família em segundo plano, os resultados para o cidadão que está crescendo podem ser catastróficos;

6. Demissão. É a terceirização da educação dos filhos para os avós, a escola ou até mesmo a Igreja. São pais distantes fisicamente, que deixam a figura paterna ou materna se esvair para os filhos;

7. Moralismo. “é o culto à lei, à moral e à submissão”. Pais moralistas nunca ouvem os filhos. Negativismo e intolerância se sobressaem no processo de educação;

8. Ansiedade. Os desequilíbrios emocionais causados pela ansiedade podem deteriorar o ambiente familiar, dando espaço para brigas, violências e abusos;

9. Distância (física ou afetiva). A falta de afeto ou a ausência física contribuem para que os filhos se sintam rejeitados e deprimidos, gerando falta de diálogo e referências;

10. Descrença. A falta de fé e o abandono da religião têm impactos profundos na formação espiritual das crianças, que crescem despreparadas para enfrentar dificuldades como: doença, crise financeira e a morte na família.

Como evitar

Mas como evitar os erros na educação dos filhos? Dom Orlando Brandes alerta que vale a pena investir no casal e que a preparação para a paternidade e a maternidade começa muito antes do casamento:

“Pais despreparados, filhos desequilibrados; pais ausentes, filhos delinquentes; pais permissivos, filhos onipotentes; pais omissos, filhos rebeldes”.

Enfim, o autor do referido livro, que também é arcebispo de Aparecida, conclui:

“A família é a primeira escola da vida; portanto, cabe aos pais educar seus filhos pelo exemplo, pela palavra, pelos valores e pela disciplina”.

 

Ricardo Sanches